quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Futebol x TPM

Futebol ou eu? Não é de hoje que alguns homens escutam essa frase, seguidas de retalhações, chantagens, lágrimas, ameaças de morte e mau-humor caso a resposta seja: Futebol!
Depois de muito analisar (e ameaçar, chantagear, chorar e até destruir os jogos de vídeo-game com as próprias mãos) entendi que o legal não é ver apenas jogos do time de coração, não! Eles assistem a qualquer jogo, de qualquer time, de qualquer rodada, de qualquer campeonato de qualquer continente, affff!

Pelo que vi, o X da questão não é apenas seu time ganhar do adversário (apesar de ter um peso inenarrável para tirar sarro dos colegas no dia seguinte, para recontar cada lance para quem perdeu o espetáculo, além da enorme sensação de felicidade e gratidão com o time), eles gostam é de ver os lances, jogadas de perigo, jogadas ensaiadas, escanteios bem cobrados, xingar o juiz, dar palpite na escalação, tomar cerveja, reclamar do desempenho dos jogadores, fazer comparações futebolísticas, reclamar do narrador, analisar os uniformes, tomar cerveja, recordar a ultima partida de cada time, fazer o balanço do campeonato, analisar probabilidades de pontuação na tabela, enfim... é muita emoção para nós, mulheres carentes com TPM avançada comedoras de brigadeiro de panela não cabendo mais na calça nº 38 entendermos!
Jogo de futebol na TV + jogo de futebol no vídeo-game + cervejas = homens felizes

Essa satisfação é igual a nossa, quando nos reunimos com as amigas, falamos mal da sogra, mal dos maridos (só para dar risadas e vermos que são iguais no bom sentido, hohoho), comemos chocolates, brigadeiros, salgadinhos, frituras e tomamos refrigerante gelado (no meu caso troco pelas cervejas), falamos de carreira profissional, familiar, fazemos fofocas dos amigos em comum e dos incomuns também, revelamos algum segredo que sempre espanta as outras amigas, mas que nos torna pioneiras em algum assunto, depois falamos do passado amoroso repetindo as mesmas histórias, porém de ângulos diferentes dando mais ênfase em alguns aspectos dependendo do assunto em questão, disso julgamos que temos total experiência e necessidade existencial de dar conselhos na vida amorosa das amigas mais novas, que não sabem da vida como agente, mesmo tendo diferença de idade de 3 anos apenas, e mais importante desabafamos, damos risadas, nos emocionamos e confirmamos que temos amigas de verdade que nos compreendem nesse mundo tão cruel e solitário. Amigas que nos aceitam como somos. Esse trecho precisa até de uma trilha sonora, releia imaginando ouvir: ...É preciso amaaaaaaaaar as pessoas como se não houvesse o amanhãaaaaaa, porque se você paraaaaaaaaaaaar pra pensaaaaaaaar, na verdade não há á á... Depois de uma tarde assim, saímos leves, soltas, lindas e confiantes. Amigas + guloseimas + desabafos = mulheres felizes

O futebol desperta o mesmo efeito nos homens. Se for com os amigos, melhor ainda. Se tiver cervejas, aí nem fala! E se depois ainda rolar um Winning Eleven é 100% alegria e satisfação!

Acredito que se isso virar rotina perderá a graça, não será mais tão mágico assim esse momento, então é pensando neles, no bem deles, que nos mulheres racionamos essa sensação de felicidade, causando assim uma vida mais segura emocionalmente, saudável e divertida.

Resumindo, fazendo-os aprender a dividir e compartilhar o amor e a atenção conosco, mulheres lindas, interessantes, amantes do bom futebol (como fez o time do Inter nos anos 40 conquistando oito estaduais em nove anos, time extremamente ofensivo e de belas jogadas, diga-se de passagem, uíaaaaaaa), compreensivas, meigas, armadas de charme, chantagens e argumentos incontestáveis para fazer o bem a quem tanto amamos, vocês!


Daniela

sábado, 31 de julho de 2010

Macarrão: só aos domingos!

Amanhã é um domingo especial para homens com quase trintão. Dia de clássico paulistano, Palmeiras e Corinthians e de GP de Fórmula 1. Muitos irão visitar a família ou fazer churrasco, macarrão ou qualquer receita diferente do dia-a-dia no almoço dominical.



Na memória de infância e adolescência era o domingo dia de macarronada. Influenciada pela ascendência italiana, raramente não tínhamos um bom talharim com brajola, lasanha feita no dia anterior ao leite, espaguete (não era o tipo de macarrão mais apreciado, todavia nos tempos difíceis era bem vindo), e outros tipos de massas, como o nhoque e o engraçado macarrão parafuso entre outros.


Daí a vida passa, vêm as fases dela, casamos, experimentamos outras cozinheiras e o macarrão virou comida de qualquer dia. Mais rápido e prático de fazer inverteu-se os costumes e como toda comida, menos o arroz com feijão, enjoou. Por isso levanto uma bandeira: macarrão só aos domingos.


Um domingo perfeito seria acordar por volta das sete, ir fazer exercícios físicos num parque arborizado e voltar com o pão e leite para o café da manhã, junto com o jornal de domingo. Já pronto para assistir ao GP de F1 e torcer pelo Rubens Barrichelo, claro. Nos últimos anos nossos pilotos não tem sido os vencedores, deixando seus inimigos de equipe ultrapassá-los por ordem da única, Ferrari, mas qual país precisa ter sempre um campeão mundial? Depois da corrida tem duas opções: ir à feira - se não tiver as coisas em casa para o almoço ou começar a fazê-lo se tiver os ingredientes, o que seria o ideal. Depois do cochilo pós-almoço, acordar para ver o melhor clássico paulistano dentre todos: Palmeiras contra Corinthians. Quem puder ir ao estádio, melhor ainda, mas com a campanha intensa de maior parte da imprensa para propagar medo e pânico nos torcedores comuns, isso seria mais perigoso do que andar de carro numa rodovia de São Paulo. O resto do dia irá depender do resultado do jogo, porém, será inconsciente para os torcedores do time vencedor.


Lá pelas tantas do domingo teremos que ficar isolados por um tempo para que as energias possam ser descarregadas e, antes de dormirmos, recarregá-las parcialmente para iniciarmos a semana.

D.J.M

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Comida cotidiana (sem trocadilhos)


Ligo o rádio correndo depois de chegarmos da casa da minha sogra onde fomos jantar. Palmeiras na frente do placar do Pacaembu, um a zero contra o Santos, vinte minutos de jogo. Jantamos bem: arroz, feijão, quiabo com jiló - assim mesmo feito juntos (não lembro de ela ter feito assim antes) - pastel de carne caseiro com aquela salada, ou molho, que fazem na feira (tomate, salsinha, repolho etc). Uma boa janta que não deu para dispensar pouco tempo em saboreá-la, atrasamos para voltar para casa.



Tratando desse assunto, comida do dia-a-dia, é difícil termos boas comidas atualmente. Marcio Alemão, colunista de gastronomia de Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/colunistas_interna.jsp?a=2&a2=5&i=66
está tentando dar algumas dicas da boa e simples comida, quem quiser pode acompanhar no endereço acima. Jiló, quiabo, carne de panela ou picadinho, bife com salada e batata frita, são comidas que devem ser valorizadas e experimentadas por várias mãos durante nossa vida gastronomica. Não só a da nossa mãe é a melhor, mais gostosa, a preferida. Temos que conhecer, claro, outros tipos de comidas, algo mais refinado, mas sem cair na comida, ops, gastronomia molecular, por favor!


Início de segundo tempo, ainda na frente o Palmeiras. Golaço de Ewerton, segundo os narradores da Eldorado/ESPN (107,3). Entra PH Ganso no lugar de Madson. Estréia do Felipão nas arquibancadas para depois no jogo seguinte comandar o time do banco de reservas. Gol! Aos 21 do segundo tempo, Tinga, 19 anos, veio da Ponte Preta, dois a zero Porco. 2 a 1 aos 37 minutos do segundo tempo. A chuva vai ajudar a esfriar o Santos e não terá chance para o empate. Disseram que o Leo falhou. Este jogador veio do Grêmio no inicio do ano e estive conversando com ele quando fui ao CT do Palmeiras. Disse que não conhecia o Felipão. O carro dele tem placa de Porto Alegre. Isso significa alguma coisa? Terminou. Vitória importante e vamos aos 12 pontos.


Poucos posts por enquanto. Aos poucos todos os colaboradores vão se apresentando, entrando em cena. Apreciamos a carne de porco também como comida do dia-a-dia, mas o peixe hoje só não é perfeito por causa do horário. Vamos dormir.

D.J.M




terça-feira, 13 de julho de 2010

Iniciar um Blog

Vou logo dizendo: não gosto do Twitter. Sou do lado romântico da internet e seguidor de um pensamento mais elaborado, mesmo que seja neste blog. Antes de nos deixar e ir para o mundo dos escritores, José Saramago disse numa entrevista ao O GLOBO sobre o microblog: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.



Começo esclarecendo a postura deste blog que será escrito por vários colaboradores (as). Poderemos falar de várias coisas: por exemplo, pra que um blog? Para aprender a escrever português, no meu caso.


Tentativa de unir pensamentos esparsos. Deixar cravado uma opinião ou um palpite com antecedência, como por exemplo e dentro de um assunto que será muito falado aqui, o futebol. Antes de iniciar a Copa do Mundo F. R. D. vaticinou com contundência, diferente do polvo que foi escolhendo jogo a jogo, a final da Copa: Espanha contra Holanda. Se recordo bem apostava na Espanha campeã. Como não ficou registrado muitos desconfiaram, mesmo assim esnobou dizendo que foi muito obvio está final.


Outros assuntos serão tratados aqui como vinhos, cerveja, comida, política, literatura, memória, relacionamentos etc. Não queremos um lugar fechado e com poucos assuntos. Não somos profissionais da culinária, porém, conheço (?!) e leio pessoas que são. Assistimos filmes e podemos divulgar ou – velha e boa – dica. Assim vamos iniciando ou se querem saber, como tudo que escrevi foi sem outra opinião, tudo isso pode mudar,  não dar certo. Pra que um blog mesmo?




D.J.M